Quem é o Brasil?

O amigo Sérgio me convidou para a discussão da imagem internacional do Brasil que ele vem participando.

Resolvo compartilhar aqui meus dois centavos pois já dei alguns pulos por aí. Lido com estrangeiros desde o começo da minha carreira tendo trabalhado por quase 1 década com Britânicos em São Paulo, participado de alguns eventos nos EUA, América do Sul e Europa e também por ter trabalhado profundamente com Finlandeses e Chineses - dois lugares onde cheguei a estabelecer moradia.

Pelo ritmo da discussão percebo que pelo menos três frentes parecem estar misturadas. Faz sentido: a linha que divide estas três abordagens pode ser tênue. Por um lado temos a imagem política brasileira no exterior - aquela visão que os aculturados políticos e ávidos leitores das opiniões midiáticas tem. Numa situação intermediária temos a imagem do brasileiro em si - geralmente estereotipada através dos olhos estrangeiros. E por último, temos a imagem corporativa brasileira - como as empresas e negócios brasileiros são vistos externamente.

Imagem Política

A imagem política do Brasil no exterior é, sem surpreender, aquela explorada pela mídia. Nada mais, nada menos. E, diga-se de passagem, isso é o que acontece com cada personalidade pública - ademais política. O fato de o Brasil ser uma economia forte e uma relativa potência militar na América do Sul vai sempre atrair os holofotes para o seu líder independentemente da pessoa que coloquemos lá. O indivíduo atual, Lula, com sua história de sofrimento e conexão ativa com o proletariado é claro que ganha manchetes e alguns corações no exterior. Um almofadinha qualquer, como o antigo FHC, já precisava se esforçar mais para alcar uma imagem mais ativa e o fez com bastante maestria. Em outras palavras, qualquer um que se aventurar ao planalto será escrutinado pela mídia tanto local quanto estrangeira e, somado à sua atuação, terá floreios ou maldições atrelados a sua imagem internacional.

Claro que as coisas podiam ser diferentes. Depende muito do indivíduo com a faixa de presidente sobre o peito. Tome a Venezuela por exemplo: um país sentado no petróleo com um líder excêntrico e, se não é expansionista por terra, pelo menos é expansionista na lábia. Sua fama internacional é outra - variando de total lunático a protetor dos fracos e oprimidos. Simplesmente escolha seu lado.

Imagem Pessoal

Enquanto nosso digno presidente tem a vantagem de ser analisado pela sua atuação, o mesmo já não acontece no nível da imagem individual do brasileiro - pelo menos não num primeiro momento. Isso porque, nesse nível, a forca da estereotipacao é muito grande. Essa estereotipacao varia muito de local para local mas existe em maior ou menor escala em todos os lugares do mundo.

Isso não é de surpreender na verdade. Se eu pedir que você imagine um Mexicano, um Argentino e um judeu Norte-americano na sua mente brasileira, tenho certeza que compartilharemos uma visão muito semelhante. Isto acontece porque eu e você crescemos e vivemos muitos anos no Brasil onde um esteriótipo muito específico sobre estes outros países e povos existe. Vale ressaltar que, embora corretos em alguns pontos, estes esteriótipos provavelmente não se aplicam à grande maioria das pessoas e que são totalmente incorretos em algumas ideias.

Se eu fizer a mesma proposta para um Chinês, sua mente imaginará pessoas totalmente diferentes. Não me surpreenderia que um Chinês tivesse até dificuldade de imaginar um Argentino ou Mexicano por nem saber direito que países são estes - e aqui não falo sobre ignorância barata mas simplesmente porque são dois países completamente desconhecidos dos nossos amigos orientais. Não precisamos ir longe para perceber que a ignorância é mútua: qualquer brasileiro médio teria dificuldade de imaginar um Nepalês enquanto que isso passa desapercebido para um Chinês.

Parênteses: para “imaginar um Nepalês” eu precisei procurar uma foto na Internet. Não só isso como tive que aprender - mesmo que a contragosto - a falar “Brasil” em Chinês porque muitos nativos, mesmo com ótimo domínio da língua inglesa, nunca haviam lido muito menos ouvido a palavra “Brasil” antes. Detalhe cruel é que em 2009 a China virou o maior parceiro comercial do Brasil. Fecha parênteses.

Nos EUA e na maior parte da Europa - principalmente a parte Mediterrânea e a Inglaterra - o esteriótipo Brasileiro é negativo. Também não é difícil de entender o porquê. Milhares e milhares de brasileiros desembarcam todos os meses nesses países, muitos para ficar ilegalmente. Em Paris, o bairro onde se consegue comprar drogas e prostitutas é o brasileiro. Assim como imaginamos Mexicanos vestindo sombreiros e, posso apostar que a maioria dos Mexicanos não veste sombreiros, os Parisienses nos imaginam como comerciantes de drogas e sexo mesmo que a maioria de nós obviamente não estejam envolvidos nesses mercados.

Se pularmos rapidamente para a Finlândia, onde vivo atualmente, o Finlandês médio, altamente aculturado e informado, sabe exatamente onde o Brasil fica, qual a capital (e não dizem “Rio de Janeiro” como a maioria por aí) e uma breve história dos últimos 3 ou 4 presidentes assim como uma visão global da posicao econômica do país. Antes que você pense “ele não faz mais do que a obrigação” lembremos que você provavelmente não saberia nem apontar a Finlândia no mapa (e se você sabe, já está melhor do que a Veja que certa vez errou feio). Mesmo com todas essas informações, o Finlandês não estabelece um esteriótipo ao Brasileiro logo de pronto. Isso porque não conhece Brasileiros suficientes uma vez que a maioria nem passa perto das gélidas terras nórdicas.

É claro que alguns componentes genéricos acabam fazendo parte do esteriótipo mais tradicional na maior parte do globo por questão do próprio marketing que exportamos. As palavras-chaves invariavelmente passam por: futebol, carnaval e mulheres. Qual é o Brasileiro que nunca foi interpelado no exterior se é bom no futebol e se sabe dançar samba? Na China eu costumo responder com a pergunta: “Você luta kung fu?”. Geralmente o questionador entende a ironia.

Os esteriótipos podem atrapalhar ou facilitar. Um amigo meu saiu como “jogador profissional de futebol” numa entrevista à TV Americana. Se você quer investir em uma carreira ou negócios de entretenimento, o esteriótipo de festeiro do Brasileiro também ajuda bem. Na contrapartida existem as questões negativas. Os milhares de Brasileiros que são tratados mau injustiçadamente nos EUA e em muitos lugares na Europa que o digam.

Imagem nos Negócios

Se o Brasileiro tem uma estereotipacao no nível pessoal, quando o assunto são negócios há um enorme buraco negro. O Brasil ainda é infante no que diz respeito a consolidação num mercado global. Neste quesito estamos há anos luz da China. Os negócios Chineses estão por toda a parte e o mundo de negócios está mais do que careca de lidar com nossos irmãos orientais. Já com o Brasil geralmente encontro muita surpresa das pessoas por aí - desde o indivíduo Norte-americano que me perguntou com todas as letras se no Brasil “existiam empresas” até um membro da Câmera Americana de Comércio em Beijing que ficou durante horas me fazendo perguntas sobre as empresas e negócios no Brasil porque nunca tinha encontrado nenhum homem de negócios vindo deste exótico país tropical.

Na prática temos ótimos exemplos de negócios internacionais que fazem muitos olhinhos brilhar mas ainda são muito poucos ou muito específicos. Nossas multinacionais começaram a fazer alguma coisa de destaque internacional apenas nos últimos 20 anos e, infelizmente, se comparados às empresas Chinesas e Indianas somos simplesmente cobertos com suas enormes sombras que se espalham em muitas áreas.

Este buraco negro, como tudo na vida - como o Yin & Yang, é tanto bom quanto ruim. Por um lado é um sinal claro que estamos atrasados - muito atrasados. Por outro lado temos um espaco enorme para crescer e, um certo nível de ignorância, sempre traz suas vantagens - afinal de contas uma parte da nossa vitória para as Olimpíadas de 2016 é pura ignorância internacional - outra parte, claro, é um voto de confiança. Esses dois componentes são muito bons para os negócios e nossas empresas Brasileiras estão abertas a essas possibilidades.

É nos negócios que as linhas sobre a imagem política e a imagem pessoal convergem e as coisas podem ficar bastante confusas. É inevitável encarar a influência de uma boa imagem política do seu país de origem sobre seus negócios internacionais. É só a confiança em nosso Lula cair e os negócios podem piorar. Em alguns setores isso pode ser bastante fundamental. Tente vender algum trabalho que utilize muita matéria-prima e mão-de-obra em moeda local brasileira mas faturado em moeda estrangeira e perceba como seus clientes ficarão aflitos se você não tiver uma boa política de travamento cambial principalmente se o presidente do Brasil resolver anunciar alguma maluquice de pacote econômico (algo que éramos experts nas décadas de 70 e 80).

A influência da imagem pessoal sobre os negócios também é inevitável. Quantos clientes não olham de atravessado quando sabem que a empresa é Brasileira simplesmente porque já imaginam um esteriótipo (provavelmente errado) de confusão, falta de profissionalismo, baixa qualidade, custos sem controle e falta de compromisso com a agenda. Aqui a única coisa que podemos fazer é prová-los errados com muito mas muito trabalho - estamos aí com a Copa e as Olimpíadas nas mãos para provarmos isso para o mundo todo.

Claro que existem as situações engraçadas como a do cliente que recentemente abriu um sorriso de orelha-a-orelha quando eu disse que era Brasileiro. Ele tinha trabalhado durante dois anos no Rio de Janeiro e imediatamente exclamou: “Suas operações aqui na China estão dando certo porque você é Paulista. Se fosse Carioca estaria uma confusão.” Eu sorri e pensei que ali estava um estrangeiro preconceituoso e, vale indicar, com esteriótipos além dos nacionais - descendo até aos regionais.

Talvez ele esteja certo - não no quesito que um Carioca não teria condições - mas no fato de que existem muitos estereótipos por aí e que, estes sim, afetam os negócios.

Tiago Luchini · 6 Jan 2010 · filosofando

Nursery Gaming

One must be just way addicted to force ones own wife to game in such a situation.

Nursery Gaming

I can’t hide though that the waiting time could be highly enhanced with some gaming.

Tiago Luchini · 17 Dec 2009 · comedy

Key to Success in China

Some weeks ago Coca-Cola announced their Chinese ambition: triple their annual sales of non-alcoholic drinks by 2020 in China. The number of cases sold will, by their plans, reach 30 billion annually. Coca-Colas expansion plans target to double its global revenues from 100USD billion to 200USD billion annually in the next 10 years. The company expects that 60% of its new growth will come from China, India and other emerging markets.

It comes without surprise that China is an attractive playfield for companies of all shapes and sizes. Chinas 1.3 billion people represent Earths largest consuming market in one blow. It is very tempting to any business man or woman to see the potential here.

As one walks around the streets of Beijing, it is easy to see the dream of huge profits just knocking at the door: teenagers with their eyes glued to their portable video games, hundreds of modern mobile phones been used for all sorts of tasks, famous western brands been dressed from tip to toes, a modern and new freight of cars parading on the spotless 6, 7 or even 11-lane roads. All these signs of prosperity and modernity are already in place and are just small examples of a much bigger universe.

Companies have been trying and experimenting with ways of achieving success in China since its market reforms of the 70s and 80s. For some, it has been a profitable endeavor right up front, but for most, it has been a fiercely hard battle leading to many just dropping out or ramping down their Chinese investments at once.

What is the key to success in China? In one simple word: understanding. Many scholars have tried to explain the differences or similarities of the Chinese culture with the Western culture and, based mainly on its differences, a whole aura of mystery has been established. The truth is that this mist of mystery can be dissipated if business people take a step back and spare some time to really understand China.

Here is where the difficulty really starts. Understanding does not come without immersion, without participation and lots of observation. In a business world were some still try to focus on quick wins this means bad news: you cannot rush to understand the Chinese market. China is a 2.500-year civilization; they are not willing to rush.

The bad news continues: understanding is not only about spending enough time. It is also about immersing into their culture and, by doing so, also realizing our distinct, western-centric view of it. Failing to perceive this point can be very embarrassing as has been the case with Nike.

Nike is world famous for having aggressive and efficient marketing campaigns and therefore, has a huge budget to hire to most expensive marketing agencies available. Nikes marketers made a genuine effort to understand Chinas culture but ultimately failed. They combined all elements cherished by their target market: basketball, action, kung fu, ghosts and dragons all marinated in fantastic visual effects. From a western perspective, the commercial campaign looked amazing: a perfect blend of eastern components with the modernity brought by sports and, of course, Nike as a cornerstone. The problem is that, from a Chinese perspective, the commercial looked as some obnoxious American had just disrespected Chinese Gods, symbols and values all in one big blow.

The valuable understanding required here also comes with the full awareness that we are tainted with our western vision and, it is through this stained-glass that we perceive the Chinese market. This fact can be either a pain or a blessing. We just have to work hard towards making it a blessing.

Tiago Luchini · 14 Dec 2009 · china

Rio 2016 - Unbelievable

Rio will be the first South-American city - ever - to host the Summer Olympic games. The miracle will supposedly take place in 2016.

This piece of news troubles me, as a Brazilian, to great extent. Olympics are a huge problem anywhere they go. They can surely boost local economy, leverage urban changes and the like but we are still talking about massive problems here. The Olympics are notorious for running massively over budget. That’s a fact anywhere and should be a huge negative factor in a well-known culture of overly budgeted public endeavors. The organizing committees are always entangled in power games to get their paws on some of those Olympics dollars. That’s another common Olympics fact and should be even worse in a country were power games and public money are already so mixed up that no one really knows what is happening.

We are also talking about a gigantic lack of prioritization here. Rio is a poor city, with millions of miserable people, with crime rate going trough the roof, no urban planning, no proper educational system, no public medicare and the list would go on and on. All these - and many others - are light-years more important than Olympic games. Even considering sports alone, Brazil has no efficient policies. Athletes are forced to self-sponsor or fight for sponsors by themselves because there’s no public support coming from national bodies.

There’s a last point that keeps screaming in my mind. Any international event like the Olympics require massive management and organizational efforts which are certainly not promptly available in Brazil. As an example, the Soccer World Cup that will supposedly take place in 2014 in there has had no official kick-off as of now. This is highly problematic and, it comes with no surprise, that FIFA has its own emergency plan if Brazil cannot host the games. Strangely enough, as an average manager I believe I am, I have very palpable plans for my life, my career and even my leisure activities for the next 5 years. Brazil has not even started planning. This is a very bad start and shows that we are clearly not ready.

I’ve recently seen the magnitude of organization and construction work that was carried out for the Olympic games in Beijing last year and I can summarize it like this: “Rio has not even a remote chance of doing 20% of what was done in Beijing!” The international Olympics committee is out of its mind or started believing in magic recently.

Pan-2007 was a nightmare for Rio and for the athletes. The world seems to forget things to quickly or simply believe that a city can solve its centenary problems in mere 7 years but, starting from our lack of prioritization, I would say we don’t look very promising.

Tiago Luchini · 3 Oct 2009 · filosofando

Hidden Simplicity

A traditional line of thought from those refraining to migrate to Linux is that it has a steep learning curve. “It takes time to learn how to install it; it takes time to learn how to use it”, they say trying to convince you that Linux is this kind of cryptic and unreachable entity.

My way of seeing this issue is simple: everything new is apparently complex or, phrased differently, everything different is apparently complex. Linux is different if you have spent most of your life on Windows. This is the same as saying that driving a Porsche is different than driving a Chevy. This difference does not mean that driving a Porsche will take you a lot of time to learn. It can even look complex at first - those cool, different gouges on the dashboard and all - but you’ll sure get the hang of it in no time.

Underneath this initial argument though, there is a huge misconception. Most of the time Linux is simpler than Windows and not the other way around. Problems get solved at their root and not by weird contraptions as their Windows counterparts.

Take as an example my Internet surfing routine. Differently than most people, my Internet traffic is mostly encrypted. I do it on Windows and on Linux but the complexity level and efficiency rate are worlds apart. On Windows I have to log in to an HTTPS router which will authenticate me against an Active Directory. During the log in process a previously installed host checker application is started on my computer which authenticates itself against the router. A small screen is presented to me allowing me to choose an option to start a second application. This time it is a virtual network device simulator which will finally route my traffic to the web - if I’m lucky.

On my Linux box the process is as simple as connecting my encrypted SSH host and binding some dynamic ports which get then routed from my browser. With some extra ingenuity, I can even selectively decide what to encrypt and what not to, speeding up my surfing while still maintaining security for those addresses I really need. All of this transparently, natively and without any useless paraphernalia.

To achieve selective routing on my Windows setup, an expensive content manager system has to be acquired and installed somewhere. Not necessarily a simple task.

PS: It is important to mention that the same setup achieved on Linux could be reproduced on Windows but with an interesting twist: using Linux software ported to Windows.

Tiago Luchini · 21 Sep 2009 · technology

District 9 in China

I’ve just watched Neill Blomkamp’s “Alive in Joburg” just as a masochist effort to fire up my growing need to see District 9.

“Why masochist?” you may ask. And I answer very bluntly: because its coming to the big screens in China is not confirmed yet. It may take months or simply not come at all. The department in China’s government that approves international movies is not very open to many western titles and tries to keep the number of imported movies down. The historic average is 20 titles per year. A very meager figure compared to hundreds of movies released by Hollywood alone (and it’s good to remember that Bollywood easily tops Hollywood in this front).

I still hope to see District 9 approaching these eastern shores some time soon. Until that day, I’ll have to stick to the reviews. One of my preferred ones states:

“Neill Blomkamp brings to screens a fantastic, gritty, realistic piece of science fiction with District 9. Not since Ridley Scott’s “Blade Runner”, John Carpenter’s “The Thing”, or James Cameron’s “Aliens” have we seen a science fiction film with a vision of this caliber. After viewing District 9, it will be clear to one and all why Peter Jackson put so much faith in Blomkamp and took him under his wing as protégé.”

Tiago Luchini · 15 Aug 2009 · china

Essa dor de ser Brasileiro

Começa assim, sem muito alarde, meio na barriga, meio no estômago. Depois ela sobe e se aloja no lado esquerdo do peito. É assim a dor de ser Brasileiro.

Assisti ao documentário amador Como o torcedor é tratado no Brasil que mostra uma pequena faceta do Brasil e me faz lembrar da iminente copa de 2014 a qual, aparentemente, apenas eu estou preocupado. 2014 é muito próximo, não dá tempo de resolver muita coisa que precisa ser resolvida à tempo. O documentário não me deixa mentir.

Migro então para a Folha de São Paulo. Deve haver alguma notícia para me animar - afinal é Sábado - e até os judeus respeitam o Sábado! Primeira notícia: o ópio do povo e ápice da vagabundagem e ignorância “BBB10” abre inscrições hoje. Notícia mais lida: mais ópio, mais ignorância - Kajuru terá quadro em atração do SBT. Notícia de capa: corrupção que parece ter saído de algum jornal de 20 anos atrás - Sarney vendeu em 2002 terreno comprado de negociante morto.

Desistir do Brasil é fácil: é colocar o tico e o teco para funcionarem - juntos de preferência. Agora a dor de ser Brasileiro, essa é mais complicada.

Tiago Luchini · 1 Aug 2009 · filosofando

O Tempo Nao Para

O tempo não pára. Já o signatário deste blog sim. Os últimos meses foram loucura total e, por incrível que pareça, isso tem pouca ou nenhuma relação com o fato de eu estar ausente em escrever para este adorável - mesmo que esquecido - blog. Os pontos abaixo são os que recentemente afetam de alguma forma minha frequência por aqui:

Problemas técnicos

Decidi migrar totalmente o sistema do blog para algo mais simples, mais limitado e mais seguro. O problema é que, por questão disso, tenho que revisar cada um dos artigos escritos nos últimos 3 anos. O trabalho é gigantesco e tem tomado cerca de 4 horas por cada mês de conteúdo. Nos meses prolíficos, o tempo gasto muitas vezes excede à 6 horas.

Devo continuar com o trabalho porque ele coloca o meu conteúdo de forma muito mais limpa e simples de utilizar mas, informo antecipadamente, não esperem sentados não: minha motivação para o esforco não é lá das maiores. Mais sobre isso adiante.

China

Por motivos profissionais estou tendo que gastar muito tempo na China. Tem sido um tempinho bem desafiador por inúmeras razões. Uma delas é a limitação da internet por aquelas bandas. Já não bastasse a distância perturbadora da família e um trabalho não muito recompensador, ainda tenho que encarar uma internet onde nada funciona.

Até por isso que não devo escrever nada de lá e nem sobre lá. O governo lê, limita e restringe tudo que se fala, escreve ou até pensa a respeito da China. Encheção de saco 10, liberdade de expressão 0.

Essa nossa língua

Este blog é também um exercício para eu exercitar o Português escrito. O falado já declarei morte prematura mas o escrito tento prolongar a data do enterro mesmo que o fim pareça iminente. A questão é que o Português escrito, quando bem feito, é muito bonito - mesmo que difícil de entender - e para mim que escrevo apenas em Inglês em todo o tempo, este blog é praticamente uma pequena ilha que, embora paradisíaca, está cada vez com o acesso mais difícil.

Frases bonitinhas como essa última já estão com os dias contados - infelizmente.

Poluição digital

Estes dias queria encontrar detalhes técnicos de um equipamento na internet e, por mais que vasculhasse, só encontrava blogs anunciando o lançamento do produto. Pena que o lançamento tenha sido há 3 anos (uma eternidade para a natureza do dispositivo) e os malditos blogs simplesmente anunciavam rumores de um lançamento e nunca os detalhes técnicos que eu precisava.

Assim como nossos antepassados poluíram lagos, rios, mares e todo o resto por aí com toda sorte de porcarias, hoje nós poluímos o mundo digital com muita besteira que não interessa à ninguém - ou à quase ninguém. Blogs estão no epicentro deste movimento e a razão é simples: vomitamos informações desnecessárias sem perceber. Neste post mesmo: quem se interessa pelo fato que meus pais visitaram a Finlândia, que eu tenho dificuldades de escrever em Português ou que meu site tem algum problema? Na prática o número de interessados tende a ZERO até porque nem eu me interesso lá muito.

O artigo Why I Hate Blogs (em Inglês apenas - e, por favor, assuma o linguajar do autor com um pouco de “liberdade poética”) discursa sobre isso em detalhes e acabo concordando quase que totalmente.

O que esperar de agora em diante?

Não muito - confesso. Vou consertar o site todo mas em doses altamente homeopáticas. Sistemas de comentários nunca mais serão reabilitados porque além de requererem alta manutenção, agregam pouco e atraem muitos riscos.

Novas postagens serão mais raras porém “melhores” e provavelmente em Inglês (ainda em aberto). Não espere detalhes sobre a China ou sobre minha estada lá. Além dos problemas do governo, duvido que alguém sinceramente se interesse pelas minhas experiências por aquelas bandas. Quem se interessar, me liga que conto.

Tiago Luchini · 31 Jul 2009 · filosofando

An Image...

… normally says more than a thousand words:

Quoridor

Tiago Luchini · 17 Jun 2009 · filosofando

Gaming with Children

I must remember to mention something like this the next time I play with kids… well… I think I’ve done worst already…

Gaming with Children

Tiago Luchini · 17 Jun 2009 · comedy