Mônaco

Há alguns anos compus uma lista com as “10 coisas que eu deveria fazer antes de morrer”. Nem sei onde a guardei e, sinceramente, lembro de apenas 4 itens mesmo que um deles fosse apenas uma brincadeira imoral e fisicamente impossível para completar 10 coisas uma vez que eu só tinha realmente 9 na minha mente.

Um dos itens mais palpáveis da lista era assistir a uma corrida de Fórmula 1 na antológica pista de Monte-Carlo em Mônaco. Mesmo sendo algo relativamente palpável, nunca me ocorreu nem verificar onde Mônaco ficava no mapa e, até semana passada, eu não fazia a menor idéia por puro desinteresse.

Os ventos profissionais me levaram surpreendentemente à Mônaco nesta última semana. Infelizmente entretanto, há exatas 4 semanas antes da corrida. Posso então dizer que atingi apenas 50% do meu objetivo listado inicialmente. Já é alguma coisa, certo?

Tive pouco tempo para explorar a cidade e acabei, por razões óbvias, explorando mais o traçado da corrida do que qualquer outra coisa (nem os Cassinos me atraíram o suficiente). Investi muito tempo também em fotografias tentando explorar outros modos de operar a câmera que eu ainda preciso treinar mais.

A única coisa que consigo pensar de Mônaco é que algo de muito errado acontece no mundo. Primeiro que é errado que uma corrida de Fórmula 1 aconteça num lugar tão apertado e em ruas tão sinuosas e estreitas. É um perigo desmedido. Segundo, e ainda mais contundente, que é errado que existam pessoas com tanto dinheiro a ponto de manterem um estilo de vida como o de Mônaco. Iates e moradas milionários com caríssimas refeições e estadias só podem significar que muita gente por aí anda a ser explorada demais.

Na volta uma surpresa: num dos aeroportos uma família perdida conseguiu entrar na área de embarque pela saída. Resultado: um baita buraco de segurança ocorrendo bem debaixo dos meus olhos que poderia ser explorado por qualquer terrorista por aí. Quanto à mim, gastei horas de minha vida em rotinas de segurança para garantir que eu não sou nenhum terrorista. Preciso aprender com aquela família perdida. Eu sim… espero que os terroristas não.

Tiago Luchini · 1 May 2009