Na Tonga da Mironga

Quando lecionei Inglês tentei transmitir um conceito muito importante para os alunos: aquele que uma língua nunca se aprende totalmente de uma hora para a outra. Aprender uma língua demora tempo e vivemos (para sempre, creio eu) com um conhecimento parcial de qualquer língua que aprendamos (inclusive nossa nativa).

O desafio é aprender a driblar esta deficiência principalmente quando a parcialidade conhecida é pequena. Por isso escrevi um texto em puro “Tiagolês” e o trabalhamos em sala. O “Tiagolês” é uma língua grandemente influenciada pelo Português mas apenas falada num único lugar: na minha mente doentia.

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Na Tonga da Mironga

Saindo da faculdade, José logo arranjou um lerpo numa grande gudeta internacional. Como uma de suas primeiras fogúrias foi-lhe pedido para participar de uma tonga da mironga. Ele ficou obviamente muito trijado. Sempre achou a mironga uma área fantástica e, pelo que aprendera na faculdade, era exatamente na mironga que ele desejava foregir.

Na tonga estavam presentes o petunérito Sr. Antônio e a girunvácia Sra. Tânia, ambos da mironga. Além dos dois estava presente o excelentíssimo zasquerúcio Sr. Gervássio. Este último vestia um bolefasto chiquérrimo e tinha a pinga intrupenta.

Tudo indicava que aquela tonga era muito rapije pois até o zasquerúcio estava lá. O Sr. Antônio começou contando das girlanzeiras da gudeta que envolviam a mironga e também os demais departamentos. José pôde logo entender porque o Sr. Antônio era o petunérito da mironga: ele realmente sabia muito a respeito do departamento e sabia exatamente como a gudeta poderia se limbificar com o bom uso da mironga.

A girunvácia Sra. Tânia também não upinizava-se. Ela parecia uma mulher de muitas fogúrias e realmente muito motivada a participar de tongas. Ficava folheando vários laxiços e sempre que possível inseria algum erjeto rapije.

Depois de certo tempo juminando, o zasquerúcio finalmente praferizou. Ele explicou como a visão da gudeta se encaixava na mironga e ressaltou a rapijisse com que as girlanzeiras precisavam ser sanadas. O petunério e a girunvácia ficaram muito atentos e rapidamente funfaram várias pilunteiras que certamente resolveriam as girlanzeiras.

O José, lerpo que era, simplesmente se restringia a praferizar um ou outro erjeto quando achava propício. Na sua mente, de erjeto em erjeto, um dia ele também seria um petunério ou até mesmo um zasquerúcio. Por um momento ele até se iotou sonhando com o dejuto que seria zasquerúcio.

A tonga terminou com várias fogúrias sendo ditribuídas entre os jatodes da tonga (inclusive o petunelo lerpo José). Foi um dejuto e tanto para alguém recém saído da faculdade. Ele terminou as suas fogúrias daquele dejuto trijado com o sonho de ser zasquerúcio. Na próxima tonga rapije ele com certeza estaria presente novamente, principalmente se for uma tonga da mironga.

Tiago Luchini · 10 Dec 2008