Encontre o que procurar
Quando você coloca na cabeca que deve trocar de carro, passa a notar todos os carros que aparecem na sua frente. É só decidir qual modelo comprar que, de repente, parece que encontra aquele modelo nas ruas o tempo todo. Você nunca tinha percebido que tanta gente gostava daquele modelo.
O mesmo acontece com vários outros bens: resolveu reformar a casa? Pode perceber que vai reparar em todas as casas ao seu redor e vai automaticamente notar várias que estão em reforma no caminho para o escritório e que você nunca havia notado antes.
Isso é uma característica humana. Faz parte da nossa natureza sensorial: fomos criados para notar e perceber só partes extremamente limitadas do universo que nos cerca. Somos bombardeados o tempo todo com milhões de informacões sensoriais e simplesmente ignoramos boa parte delas porque elas não nos parecem úteis naquele dado momento.
Em cada movimento que fazemos, por exemplo, nossas células táteis do corpo são estimuladas pela roupa que vestimos. Mesmo assim não é por isso que sentimos estes estímulos o tempo todo. Na verdade, até esquecemos da roupa depois que a vestimos. O corpo simplesmente se acostuma com o fato de estar vestido e nosso cérebro passa a ignorar os estímulos táteis.
Assim que colocamos o nosso foco em algo novo ou diferente passamos a encontrar mais e mais indícios daquilo que nossas mentes estão procurando. Seja um carro, uma casa ou uma explicacão qualquer para o universo: se procurarmos, encontraremos.
Pessoas que procuram suas respostas na ciência deixarão de enxergar ineficiências ou incongruências nas suas teorias porque a busca pelas respostas em si só é mais importante do que a verdade. Além disso, uma teoria incompleta é cientificamente sempre melhor do que não ter nenhuma hipótese.
Igualmente acontece com as pessoas que procuram respostas em religião X ou Y. As respostas simplificadas e muitas vezes ritualizadas das religiões sobrepõe as verdades fundamentais. Um ritual qualquer ou argumentacões infundadas acabam obscurecendo mais do que iluminando.
Estes dois extremos me irritam porque ambos estão igualmente certos e igualmente errados. Certos porque possuem o direito fundamental de acreditarem e buscarem respostas do jeito que desejam e errados porque estão tão focados em seus micro-problemas que deixam de perceber outras variáveis externas que mudariam suas idéias.
Durante anos, por exemplo, coloquei minha mente na idéia de que a ciência tinha a resposta para muitas senão quase todas as coisas. Nesta linha, discussões sobre evolucionismo por exemplo, sempre me suscitavam a certeza absoluta de que o homem é resultado do acaso e da evolucão direta de algum mamífero peludo. Minha mente estava alinhada nessa rota e qualquer evidência ou semi-evidência era tão clara quanto a água. Era nisso que eu queria acreditar e meu cérebro ignorava qualquer estímulo que fosse contrário a isso.
Quando deixei de colocar meu foco nessa linha e resolvi aceitar teorias alternativas comecei a ter certezas diferentes. A hipótese do evolucionismo passou a ser tão ridícula quanto acreditar que a terra é quadrada e as evidências comecaram a se voltar contra a própria hipótese.
Em outras palavras, o simples fato de buscar outras explicacões fez com que meu cérebro parasse de ignorar certos estímulos e passasse a ignorar outros.
Meu cérebro ignora automaticamente boa parte do que é publicado como “cientista X comprova Y” ou “segundo especialista W, a teoria Z foi comprovada”. A mídia quer leitores e as pessoas gostam de ler sobre especialistas e cientístias lá longe, na Suécia geralmente, que dizem ter chegado à qualquer conclusão sobre qualquer assunto. Mesmo que não sejam conclusões ou que não sejam nem os assuntos de estudo envolvidos.
De outra feita, olhava pela Janela do avião hoje cedo para a escuridão do pólo norte do lado de fora. Embora muito frio e escuro, a neve branquinha cobria muito do chão, das casas e das árvores. Sempre que vejo uma cena assim, vejo claramente a evidência da habilidade criativa de Deus e do seu carinho para conosco.
O escuridão do pólo é deprimente e assustadora - some-se a isso o frio de lascar. Mas Deus criou uma neve branca e fofa para aliviar; para lembrar da sua pureza e da sua salvacão. A neve poderia ser preta ou marrom ou ainda cheirar mau ou ter espinhos, sei lá! Só sei que o acaso não seria tão generoso quanto Deus é. Eu não poderia esperar que o acaso fizesse a neve ser algo tão bonito e luminoso.
E com a mente no acaso enquanto apreciava a paisagem do lado de fora lembrei de todos os matemáticos e estatísticos que concordam que o acaso, em si só, é totalmente insuficiente para explicar a teoria evolucionista. Ou, em outras palavras, que não adianta ficar achando fóssil e inventando teorias porque é simplesmente impossível do ponto de vista estatístico que o evolucionismo esteja correto.
Isso os evolucionistas ignoram, assim como o fazem com várias outras evidências. Deveríamos buscar mais esses momentos contemplativos da natureza do que tentar provar uma teoria limitada.
Tudo aquilo que você procurar, isso vai achar. O que você está procurando?
Minha dica está nas próprias palavras de Deus na Bíblia:
“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29:13)
