Virtual como deve ser

Lendo por aí você vai encontrar muito bla-bla-bla sobre Second-Life. Em poucas palavras, é um sistema de chat com personagens em 3 dimensões. Você pode ter um bonequinho que seja a sua cara lá dentro (chamado de avatar nos meândrios).

A sacada do Second Life é que o universo do sistema pode ser construído e expandido pelos usuários e também conta com uma moeda de troca com valor e câmbio no mundo real, ou seja, existem oportunidades de ganhar dinheiro com suas criacões dentro deste “mundo-virtual”.

Muitas empresas investiram neste “mundo-virtual” para ter suas marcas lá dentro para, logo depois, descobrirem que elas não sabem como investir num negócio tão diferente e pouco ortodóxo.

Vira-e-mexe aparecem algumas pessoas famosas que resolvem dar uma palestra ou entrevista coletiva dentro do Second Life. Tem gente que acha uma maravilha; tem gente que acha uma porcaria. Acontece: ficar olhando para um desenho que remotamente lembra alguém é meio enjoativo mas também lembrar que você não precisou viajar metade do mundo para “encontrar” a pessoa e a esperanca que seja realmente ela do outro lado escrevendo no chat é interessante. Principalmente se for alguém que você admira.

Scott Adams, um dos meus escritores favoritos, lancou seu último livro no Second Life semana passada. Além de responder perguntas e ficar com seu bonequinho-avatar lá num palanque ele também abriu a chance para as pessoas subirem no palco e esmurrarem ele. Sim, vou repetir: você podia subir no palco dar tapas, murros, pisar no seu pé ou até chutar o seu saco.

“Por que isso?” Pergunta você. Ele quiz dar outra dimensão para a experiência. Uma dimensão que só é possível num mundo virtual (não acredito que ele liberaria o palco numa situacão realmente física). O evento foi um sucesso e você pode assistir ele apanhando.

Fiquei com uma vontade tremenda de ter vários dos nossos políticos à disposicão para levarem uma surra… mesmo que  fosse virtual…

Tiago Luchini · 6 Nov 2007 · filosofando