Estudante encontra pintura em sofá

“A agência Reuters noticiou que uma estudante comprou um sofá de segunda-mão numa loja e depois encontrou dentro dele uma pintura barroca do início do século 16. Vendeu-a por US$ 27.670,00. Assumo que a estudante estava procurando por um lugar para esconder seu Picasso e descobriu que todos os bons lugares já estavam ocupados.

http://www.reuters.com/article/newsOne/idUSN3118740220071031

Esta história levanta muitas questões. No topo da minha lista tenho: “Quantas pessoas sentaram naquele sofá e peidaram sobre aquela pintura?” Estou especulando que a a pintura valeria muito mais se não estivesse cheirando a pipoca.

Você não gostaria de comprar uma pintura, orgulhosamente pendurá-la em sua parede e, ao mesmo tempo, me ter como seu amigo. Eu não conseguiria deixar a situacão incólume. Eu ficaria: “A cara daquele indivíduo parece um pouco desgastada. Deve ter sido o ponto de impacto.” Ou “Eu adorei aquele quadro. De qual sofá ele veio mesmo?”

E se o dono da pintura cometesse o erro de me convidar para sentar na sua sala-de-estar, eu iria direto para o sofá, liberaria um tremendo pum e diria algo como “Espero não ter danificado o seu Renoir.”

Em segundo lugar, quem é que esconde uma pintura barroca num sofá? Quando desejo esconder meus bens valiosos dificilmente penso em utilizar a mobília da minha casa. Exatamente por isso que o meu relógio fica costurado dentro do meu gato, numa bolsa falsa. Eu tirei esta idéia daquelas pedras falsas que você usa para guardar as chaves. Assim que o pelo cresce até o zíper, tenho a solucão perfeita.

A estudante que encontrou a pintura deve ter sido uma tremenda otimista. Pessoalmente, depois de fazer cinco ou seis buracos no meu sofá, eu desisto de procurar por obras-de-arte. Mas não esta intrépida estudante: ela queria um barroco!

Falando em buracos, eu deveria ter parado este post uma piada antes.”

Scott Adams (traducão livre minha) Original aqui

Tiago Luchini · 5 Nov 2007 · comedy