Sobre aviões e atrasos

A Folha de SP de hoje reporta 34,4% de atrasos nos vôos nos aeroportos brasileiros. É um número menor perante os quase 80% que chegamos a ter recentemente mas ainda é algo inaceitável.
Esta semana fiz uma maratona insana. Marquei duas reuniões no sul da Finlândia e fui radical a ponto de expremer dois vôos um antes e um depois das reuniões. Queria otimizar o meu dia e ainda conseguir trabalhar pelo menos um período (assumindo que viajar e participar de reuniões seja mais um hobby do que um trabalho per se).
Fiquei impressionado com a eficiência da Finnair. Como minha agenda era apertada, cheguei nos aeroportos faltando cerca de 20 ou 15 minutos para a decolagem. Fiz os check-ins apenas apresentando um documento com foto. Nem passagem foi preciso. O embarque acontece muito rápido: em menos de 10 minutos. Só mostrar um documento com foto novamente. As cadeiras nem são numeradas para agilizar o processo. É só entrar, tirar o casaco e sentar. Em poucos minutos você está no destino.
Sinceramente, tenho que confessar que é muito menos complicado e/ou burocrático do que pegar um ônibus no terminal Tietê em São Paulo.
Qualquer atraso mínimo de 15 minutos dentro da minha agenda, faria um estrago tremendo (incluindo a impossibilidade das reuniões e inclusive perder vôos). Fiquei pensando se eu faria tal insanidade se houvessem 34,4% de chances reais e palpáveis de algo atrasar como acontece atualmente no Brasil. Provavelmente não.
Conforme esta situação continuar, vamos perdendo negócios e mais negócios no Brasil. Vai ver é por isso que a Finnair é cliente da brasileiríssima Embraer enquanto tão poucas empresas no Brasil optam pelos aviões dela. Triste.
PS.: a ilustração do artigo é para ocupar o tempo de quem está esperando num aeroporto ou dos políticos que, ao invés de resolver alguma coisa, gostam de matar o tempo.
