Ponto negativo - de novo
Tenho comentado constantemente como seria bom propagandear positivamente o Brasil. Isto talvez porque me irrite os preceitos que as pessoas fora do Brasil tenham a respeito do nosso país e do nosso povo.
Um dos meus pontos é que deveríamos melhorar o conteúdo do que propagandeamos.
Para quem não sabe: o Brasil é visto no exterior simplesmente no que se resume a dois substativos: festa e mulheres. Eventualmente alguém lembra que há também progresso em algum lugar obscuro chamado San Paolo (sim, São Paulo é assim para os poucos que “conhecem”).
“Festa” porque temos carnaval, futebol, um povo animado, barulhento, desordeiro, pouco confiável, mau-educado, e outros adjetivos tanto positivos como negativos ao redor. Idem para “mulheres” que além de peculiarmente exóticas e altamente atraentes, expõe seus corpos no carnaval, nas praias e até nas roupas do dia-a-dia.
Peguei acidentalmente um livro aqui para folhear sobre problemas de comunicação para executivos ao redor do mundo e tropecei neste pequeno causo:
Um executivo americano estava realizando sua primeira visita ao Rio de Janeiro. Certa noite ele foi ao bar do hotel onde estava hospedado e ficou por lá. Em poucos minutos, uma atraente jovem de mini-saia e muito maqueada sentou-se ao seu lado. Ele virou para ela e perguntou em Inglês: “Você fala Inglês?” “Sim,” ela respondeu. “Quanto?” ele perguntou. “Cinquenta dólares,” ela respondeu. (Do’s and Taboos of Humour Around the World - Roger E. Axtell - tradução livre minha)
Dá para entender do que estou falando? É esta a propaganda que fazemos.
É isto que queremos? Eu não.
