Lógica, observação e conclusão errada

Na ficção entitulada “Razão”, Isaac Asimov nos introduz o robô QT-1 carinhosamente apelidado de Cutie.

Construído para operar uma estação de captação de energia solar, Cutie desenvolve uma naturza filosófica e se recusa a acreditar que seres inferiores como os humanos tenham a capacidade de criar criaturas superiores como os robôs ou ele próprio.

Powell e Donovan, os dois cientistas responsáveis, tentam convencer o robô do contrário de todas as maneiras possíveis. Pedem que Cutie leia todos os livros da biblioteca e, por final, montam até mesmo um outro robô em sua presença só para mostrar que podem e sabem fazê-lo.

Cutie, entretanto, se mantém irredutível. Cada prova que lhe é apresentada acaba sendo moldada e encaixada na sua convicção pessoal absurda de que o conversor de energia da estação solar é o grande criador do universo.

O robô é uma máquina lógica e faz uso apenas dela e das observações que realiza para chegar as suas conclusões. Mesmo que suas conclusões sejam absurdas e incorretas, cada observação que realiza, cada evolução lógica que opera, o leva para mais próximo daqueles postulados centrais que ele tinha induzido inicialmente. Todos errados.

Nem com a demonstração clara e empírica de que Donovan e Powell eram os criadores dos robôs, Cutie se convence. Sua lógica e suas observações falam muito mais alto do que a verdade que está apresentada nua e crua na sua frente.

Isso me lembrou os céticos e ateus de plantão. Nem que Deus descesse dos céus e provasse sua existência os ateus e céticos acreditariam. Suas lógicas e observações limitadas do universo levariam às mais diversas conclusões mas não à real verdade.

E, por falar em verdade, na verdade Deus desceu dos céus há cerca de 2000 anos atrás, provou sua existência e explicou seu plano e vontade para nós. Que usem das lógicas que queiram, não serei cego à realidade como Cutie foi.

Isaac Asimov, ateu até a morte e escritor de centenas de artigos científicos e ficções nos relembra, em seus últimos escritos antes de morrer, um princípio básico do Cristianismo:

“Eu acreditaria em um Deus que salvasse as pessoas baseado na totalidade das suas vidas e não no padrão da sua língua. Eu acho que ele preferiria um ateu honesto e correto a um pregador na TV que só sabe falar Deus, Deus, Deus e agir em imoralidade, imoralidade, imoralidade.”

O meu Deus salva as pessoas pela totalidade das suas vidas e Ele mesmo prometeu isso! Em pessoa! Palavras da sua própria boca:

“Todo aquele que vier a mim, de modo nenhum, o lançarei fora.” (João 6:37)

“Eu Sou o Caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)

Tiago Luchini · 26 Oct 2007 · spiritual