Dá para ter alguma ponta de orgulho?

Renan Calheiros se safou da cassação. O indivíduo fez todas as falcatruas possíveis e imagináveis, enrolou 100 dias de crise para acabar passando incólume no fim da história (e sob sessão secreta!)
Mr. Lula fugiu da palhaçada vindo aqui para o fim-do-mundo (Países Nórdicos). Lá no longínquio e atrasado Brasil, até empurra-empura e pancadaria aconteceram na porta da câmara. Uma vergonha.
Aqui na Finlândia só existe uma Câmara (Parlamento Unicameral) em contra-partida com a nossa Câmara dos Deputados mais o Senado no Brasil. Resultado? Mais enxuto, menos indivíduos, menores salários e menos benefícios o que resulta em: mais barato. Sobra para investir na melhor educação do mundo.
E qual foi a coisa que mais chamou a atenção de Mr. Lula na sua estada relâmpago aqui? “Tantas mulheres em cargos de poder.”
Mr. Lula não fez a lição de casa para saber que o Brasil é uma cultura paternalista e Finlândia é uma cultura maternalista.
Pior é que depois criticam o coitado do presidente da Philips por ignorar o Piauí. Nosso presidente da república (com “r” minúsculo) tinha tanto para aprender mas parou na primeira barreirinha cultural. Que triste.
A presidente da Finlândia Tarja Halonen recebeu um repórter brasileiro em entrevista semana passada. Para a pergunta: “O que fazer para ter os menores índices de corrupção do mundo?”, ela disse algo como: “Simples, só tomar as decisões rápida e abertamente. Quanto mais transparente o governo for, menor a chance de corrupção.”
Enquanto ela transmitia esta pérola de sabedoria para o caso Renan, nosso digníssimo Lula devia estar bebiricando um whisky Finlândia e olhando para as pernas das Finlandesas no escritório. Que vergonha!
