Fin... do mundo
Antes de sair do Brasil, mostrei no mapa onde a Finlândia ficava para o meu filho. Ele arregalou os olhos com aquele ar juvenil do descobrimento e me veio com essa:
“Pai, já sei porque a Finlândia se chama assim. Porque é o Fin… do mundo”
Guardadas as devidas proporções, estar tão perto de onde o globo terrestre literalmente faz a curva faz com que seja bem palpável sentir um arzinho de fim do mundo. Principalmente quando não conseguimos vôos decentes para sair daqui ou para chegar aqui.
O vôo anexo é um atentado à minha já exígua sanidade. Na tentativa frustrada de trazer uma amiga de Londres até aqui agora em Setembro, uma companhia aérea teve a destreza de me recomendar a seguinte rota:
A pessoa sai de Londres, vai até Nova York, pausinha de 3 horas, vai para Amsterdã, pausinha de 12 horas e depois parte para Helsinki. Na volta, só fazer o caminho reverso.
Um pequeno passeio ao redor do Globo em míseras 33 horas e 20 minutos. Para chegar daqui do lado até aqui. Sem contar que ainda teria que pegar outro vôo ou um trem de 8 horas de Helsinki para Oulu. O preço? Nem vale citar: digno da pequena volta ao mundo ao que o roteiro se propõe.
Qualquer criança de 12 anos sabe que a menor rota entre dois pontos é uma linha reta (ou o mais próximo possível de uma linha reta). Londres - Oulu? Sem esperanças. Helsinki - Oulu e olhe lá!
E lá se vai a segunda potencial visita que desistiu de conhecer o longínquo pólo norte em nossa companhia (com direito à incursão na Lapônia e tudo o mais).
Mas vamos tocando que o Papai-Noel ainda tem muito trabalho e a neve já está chegando!
