A Mídia e o Homem
Que a mídia, principalmente em sua personificação televisiva, é direcionadora de toda a sociedade e de toda opinião pública não há discussão. O mais importante é saber para onde ela nos direciona.
A mídia ocidental tem ficado boquiaberta com a TV palestina financiada pelo grupo Hamas. Ela tem publicado programas e animações infantis nada ortodoxos.
Num dos programas, um ratinho chamado Farfour é uma sósia tosca do Mickey Mouse da Disney. Ele doutrina crianças contra Israel e contra os Estados Unidos com citações bem contundentes. No último episódio da série, Farfour é assassinado à pancadas por um personagem vestido como militar Israelense.
Embora, na minha humilde opinião, a forma de narração seja forte demais para crianças não consigo enxergar muitas diferenças nos milhares de programas ocidentais que personificam Árabes e Palestinos como terroristas-devoradores de criancinhas.
Depois de décadas com a mídia ocidental pintando Russos como monstros destruidores do universo, os grandes magnatas Judeus que controlam a mídia ocidental puderam finalmente virar suas atenções para os Árabes e Palestinos depois de 11 de Setembro.
Não sou à favor nem contra nenhum dos dois grupos/etinias. Pelo contrário, sou à favor que eles resolvam suas diferenças em paz e tranquilidade (o que parece particularmente impossível por falta de vontade e abertura dos dois lados).
Sou contra sim à essa hipocrisia ocidental de simplesmente taxar de abusivo e terrorista tudo que vem do Oriente Médio e que não seja Judeu. Se houvesse uma pequena abertura para receber o que vem do Oriente de braços abertos, já seria um grande passo para um processo de paz. Esperar que Palestinos simplesmente se rendam como ratinhos de laboratório é uma ingenuidade digna de uma cegueira tremenda.
Israelenses e Americanos deveriam se perguntar: “Se nos damos o direito de chamá-los de terroristas, por que ficamos ofendidos quando nos chamam de terroristas?”
PS.: Para assistir a morte de Farfour clique aqui.
