Para onde estamos indo?
Que eu sou um eterno questionador, qualquer um que convive comigo e dá espaço para diálogo consegue perceber em menos de 4 horas.
Ontem deixei um parceiro no trabalho triste com isso. Ele me apresentava o projeto que tem trabalhado há mais de 3 meses: muito bonito, cheio de tecnologias de ponta numa linda mesa de canto com vários monitores gigantescos de LCD conectados num circuito verdinho cheio de luzinhas piscando. Coisa de cinema.
Comecei a questionar como ele realizava as atividades, para que serviam as luzinhas piscando o que era aquele cabo vermelho pendurado e coisas relacionadas. Depois de alguns minutos comecei a questionar a natureza do projeto. Para que ele servia? Quem iria utilizar? Qual seria o tempo de vida útil?
Enquanto ele havia respondido com bastante maestria a infinidade de perguntas técnicas que despejei, começou a hesitar nas perguntas conceituais. Com um pouco de rebolado, percebi que ele não sabia para que servia aquele trabalho que estava realizando.
Conforme a empolgação do rapaz foi diminuindo parei para me questionar: “será que sabemos para onde estamos indo?”
