Exportando Bananas e os "da Silva"
Recentemente em conversas de negócios tenho utilizado com frequência a expressão “exportar bananas” para explicar um ponto negativo da nossa economia Brasileira.
As empresas Brasileiras são reconhecidas mundialmente por agregar pouco valor em seus produtos exportados. A idéia é que o Brasil apenas exporte produtos simples como bananas, café, soja e carne. Tudo muito pouco processado, de preferência em condicões próximas às naturais.
O grande problema para os negócios é que este modelo é insustentável e boa parte do lucro do produto final fica em mãos de países terceiros que industrializam nossos produtos com a “qualidade” internacional. Exemplo é o café brasileiro que, embora seja o melhor do mundo, precisa ser industrializado na Alemanha para receber o selo e a credibilidade internacional de “melhor do mundo”. Industrializado no Brasil não vale.
Com essa tendência deixa-se de lado questões ainda mais importantes e que agregariam muito mais valor aos produtos e servicos como o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. O Brasil acaba não sendo reconhecido por qualquer desenvolvimento que venha a fazer; primeiro porque são poucos em quantidade, depois são fracos em qualidade e principalmente são nulos em credibilidade internacional.
Alguém pode argumentar que o Brasil é um país de índole agrícola e que isso explicaria essa rota. Este argumento nunca me desceu bem pois sempre tive a impressão que o modelo agrícola também não resolve todos os nossos problemas.
Felizmente, não sou só eu que entende assim. O cientista brasileiro Luiz Hildebrando da Silva “evangeliza” em 100% de concordância com esses mesmos argumentos. Utiliza até a expressão “exportar bananas”. Não só isso como também estuda em Porto Velho (RO) formas de agregar valor na producão agrícola através do desenvolvimento da ciência.
Como é bom termos “da Silvas” que possamos nos orgulhar!
