Inferno 2

A maioria das pessoas percebe o ambiente de forma passiva. Frases negativistas como “minha vida é uma desgraça”, “ninguém me ama mesmo” ou “esse governo que não muda” refletem essa forma passiva de ver o mundo.

Essas pessoas se colocam numa posição onde “algo” precisa acontecer externamente para que a sua vida deixe de ser uma desgraça, que “alguém” precise fazer alguma coisa para demonstrar seu amor ou que um “salvador” político apareça para resolver as mazelas da população. É uma postura que aguarda (ansiosamente ou não) que alguma coisa, algum componente exterior aconteça para que a sua vida deixe de ser um inferno.

Quando escrevo sobre as tristezas do Brasil como fiz hoje cedo, escrevo da perspectiva de alguém pró-ativo. Não espero que “o Brasil” melhore, que “o governo” melhore ou que alguma coisa fora de mim mesmo mude. Eu sou o único responsável pelo mundo que alinhavo para mim. Nós é que construímos o nosso próprio inferno ou paraíso e isso muita gente parece esquecer.

Se mais pessoas viessem a perceber isso, o inferno Brasileiro seria bem menor.

Tiago Luchini · 25 Jul 2007 · filosofando