Estado e seu bedelho

Fernando Canzian publicou um artigo fantástico hoje para a Folha de São Paulo. Ele cita a importância de estarmos passando por um ótimo período econômico mundial e continua:

“Mas uma mistura de tradição ibérica, provincianismo e gigantismo do Estado brasileiro (que suga 35% do PIB em impostos) ainda faz do Brasil um país extremamente subordinado e dependente do humor e movimentos do setor público. O Estado mete o bedelho diariamente na vida dos cidadãos, quase sempre negativamente. Seja via impostos, multas, hospitais desaparelhados, concessões de transporte público a empresas incompetentes ou, mais recentemente, na administração do espaço aéreo. É difícil olhar para um lado e não ver a pata do setor público por perto. Não é só no palavreado (o “relaxa e goza” de Marta ou “a crise é progresso” de Mantega). Há uma interferência real que mina as condições de o país deslanchar como poderia. Nos últimos anos, esse Estado brasileiro cresce de maneira voraz, acima da evolução média do crescimento econômico. Um gigantismo sustentado pelo contribuinte, via carga tributária, que torna-se permanente. Riquezas que poderiam estar dando mais gás ao setor privado acabam consumidas em gastos correntes de um Estado que não consegue nem garantir a segurança dos cidadãos ou emitir passaportes em prazos razoáveis.”

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Tiago Luchini · 25 Jun 2007 · filosofando