Blues Brothers
Acabo de chegar da chamada “festa de verão” que o pessoal organiza por aqui. Verão mesmo, só no nome do evento pois estava um frio e um vento gelado que atravessava a roupa.
O ponto alto do evento foi um show com um grupo Finlandês encarnando os famosos Blues Brothers. O grupo estava muito bem afinado e o repertório bastante organizado e coerente. Pena que as piadas eram faladas em Finlandês e não consegui rir muito (só dos e com os Brasileiros de plantão).
Assistindo ao show, lembrei da história de John Belushi que, juntamente com Dan Aykroyd, fundou o Blues Brothers original em 1978. A história chama atenção por dois motivos principais. Primeiro, porque grupos musicais criados e mantidos por comediantes e que conseguem alcançar algum sucesso são sempre uma manifestação de originalidade e diversão que dá gosto de acompanhar.
O segundo motivo é a própria vida de John Belushi. Conhecido pelo seu vício em bebida e drogas, Belushi morreu de overdose em 1982 aos 33 anos. Durante o seu último dia de vida, passou bebendo e cheirando cocaína de festa em festa em Hollywood até acabar sendo carregado pela sua amante para o hotel onde estava hospedado. Lá, recebeu a vista de Robin Williams e Robert De Niro que cheiraram mais um pouco de cocaína com ele antes de irem embora.
No dia seguinte, Belushi foi encontrado morto pelo seu personal-trainer em posição fetal e debaixo de um travesseiro. Investigações revelaram que sua morte foi por overdose de speedball, uma mistura praticametne letal de cocaína e heroína. Se Belushi tivesse sobrevivido àquele noite, em poucas semanas ganharia o Oscar em cerimônia na Academia.
Belushi tinha dinheiro, sucesso, uma carreira invejável e trabalhava com o que gostava. Mesmo assim buscava apoio nas drogas e na bebida para levar a vida. Ao invés de esconder seus problemas atrás do vício, ele podia ter encarado-os sinceramente assim como Rei Davi o fez:
“Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando o dia todo. Estou gasto e muito esmagado; dou rugidos por causa do desassossego do meu coração.” (Sl.38:6,8)
Consequentemente, poderia seguir as sábias orientações de Salomão:
“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” (Pv.3:5-6)
Desta forma, certamente chegaria onde Paulo nos ensina:
“Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai- vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Fi.4:4-7)
Nenhuma bebida ou droga podem trazer a paz real. Não existe paz real que não seja esta que “excede todo o entendimento”.
